Magalhães Bastos

O abandono em Magalhães Bastos já era desde a época a época de 1980

Estrada General Canrobert da Costa, esquina com Almeida e Souza que mostra um terreno “abandonado” onde muitos já jogaram bola e hoje é um condomínio. 

Magalhães Bastos nos anos 1980 🕰️

Na segunda metade dos anos 1980, o bairro convivia com a dura realidade do abandono público, da falta de infraestrutura e da sensação de esquecimento no Rio de Janeiro.

Em dezembro de 1989, moradores denunciaram a situação em reportagens que circularam nos jornais da época, destacando problemas estruturais e sociais que refletiam a precariedade vivida na Zona Oeste. 🚨

Na estação ferroviária de Magalhães Bastos, as muretas do viaduto estavam quebradas e já não ofereciam proteção. Para quem vivia no bairro, sobrava frustração e indignação. 😔

Registro fotográfico da estação ferroviária de Magalhães Bastos em 1989
📸 Viaduto de Magalhães Bastos em 1989 — imagem que refletia o abandono da época.

Depoimentos 📣

“A única coisa que existe de sobra aqui é o descaso das autoridades.”

Carlos Pereira, morador há mais de três décadas

Carlos citava o abandono da Praça General João Severino Fonseca e a demora nas obras prometidas para a Rua Almeida de Souza, anunciadas em placas do governo, mas nunca iniciadas. 🚧

Falta um supermercado na região — as famílias precisam ir até Bangu. Em dia de chuva, as ruas viram lama.

Ivete Teixeira Chaves, residente há 25 anos

“Em Magalhães Bastos só existem quartéis do Exército. Opções de lazer só em outros bairros.”

Rosete Roosevelt Rodrigues Cavalcanti, 15 anos no bairro

Se Aurélio Buarque de Holanda conhecesse o bairro, mudaria o significado de “bairro”.

Marta Alexandrino Carvalho da Silva

As críticas iam de semáforos quebrados a esgoto a céu aberto próximo à linha do trem, retratando o cotidiano de risco e precariedade. 🚦💧

“Verbas para o calçamento da Rua Coronel Valença foram liberadas seis vezes, mas a obra nunca aconteceu. Na Prefeitura, a rua consta como asfaltada.”

Carlos Gonçalves, ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, morador da Rua Coronel Valença

Promessas 📝

Apesar das promessas da Prefeitura e do Governo Estadual, obras de infraestrutura — como asfaltamento, saneamento e melhorias urbanas — demoraram a sair do papel. Para muitos moradores, a esperança era de que os anos 1990 trouxessem finalmente o progresso negado ao bairro por tanto tempo. ✨

📚 Projeto História de Magalhães Bastos — preservando memórias, fortalecendo identidades.

Créditos: Reportagem publicada no jornal O Globo, em 24/12/1989. Fotos: Márcia Dias.

Tadeu Vida no Carnaval do Bairro

Tadeu Vida, nascido em 1951, é uma das figuras mais marcantes da história cultural de Magalhães Bastos. Nascido e criado no bairro, desde cedo demonstrou uma forte vocação artística e um compromisso inabalável com as tradições populares.

Conhecer Magalhães Bastos é mergulhar na memória de um povo que construiu sua própria história — com arte, fé, esporte e comunidade. 

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