Magalhães Bastos nos anos 1980 🕰️
Na segunda metade dos anos 1980, o bairro convivia com a dura realidade do abandono público, da falta de infraestrutura e da sensação de esquecimento no Rio de Janeiro.
Em dezembro de 1989, moradores denunciaram a situação em reportagens que circularam nos jornais da época, destacando problemas estruturais e sociais que refletiam a precariedade vivida na Zona Oeste. 🚨
Na estação ferroviária de Magalhães Bastos, as muretas do viaduto estavam quebradas e já não ofereciam proteção. Para quem vivia no bairro, sobrava frustração e indignação. 😔

Depoimentos 📣
“A única coisa que existe de sobra aqui é o descaso das autoridades.”
Carlos citava o abandono da Praça General João Severino Fonseca e a demora nas obras prometidas para a Rua Almeida de Souza, anunciadas em placas do governo, mas nunca iniciadas. 🚧
Falta um supermercado na região — as famílias precisam ir até Bangu. Em dia de chuva, as ruas viram lama.
“Em Magalhães Bastos só existem quartéis do Exército. Opções de lazer só em outros bairros.”
Se Aurélio Buarque de Holanda conhecesse o bairro, mudaria o significado de “bairro”.
As críticas iam de semáforos quebrados a esgoto a céu aberto próximo à linha do trem, retratando o cotidiano de risco e precariedade. 🚦💧
“Verbas para o calçamento da Rua Coronel Valença foram liberadas seis vezes, mas a obra nunca aconteceu. Na Prefeitura, a rua consta como asfaltada.”
Promessas 📝
Apesar das promessas da Prefeitura e do Governo Estadual, obras de infraestrutura — como asfaltamento, saneamento e melhorias urbanas — demoraram a sair do papel. Para muitos moradores, a esperança era de que os anos 1990 trouxessem finalmente o progresso negado ao bairro por tanto tempo. ✨